quarta-feira, 1 de julho de 2009

Sem noção

O meu professor de Análise do Discurso enfatizou que texto não é apenas aquilo que é verbal, escrito ou falado. Texto é tudo: sorriso, sinais, gráficos, etc.
O meu professor de Análise do Discurso pediu um texto para nos avaliar. Estou tentada a, quando encontrá-lo pelos corredores, acenar e lhe dar o melhor dos meus sorrisos.

Sobre Daniel

Daniel é o meu filho de 10 anos. Menino comportadíssimo, não se permite chegar atrasado a qualquer compromisso seja ele do dever ou de lazer. Nunca me deu problemas na escola. Apesar de não figurar no meio dos alunos mais destacados, suas notas estão sempre entre o mínimo 8 e o máximo 10. Não, Daniel não é estudioso, não lê as coisas que eu gostaria que lesse, pois leitura é quase castigo e, para meu terror, herdou o humor ácido do avô materno. Ele gosta mesmo é de TV e de cinema em 3D, do cachorro Chip, da irmã (mas não confessa), de verduras, comida japonesa. Adora o pai, mas respeita a mim (prato cheio para o povo de AD). Detesta que falem alto quando vê Os Padrinhos Mágicos - que já deveriam ter feito mágica em si próprios e desaparecido -, roupa apertada e promessas não cumpridas. Odeia também cortar bem curtos os cabelos ou mesmo penteá-los.
Por menos que pareça este é um post sobre os cabelos do Dan e, de quebra, racismo. Vamos à história:
Há alguns dias, Dan perguntou se lhe seria permitido usar os cabelos à Bob Marley. Como o moleque é de uma cor tropical, neto e filho de pai negro, achei legal, mas estranhei o pedido vindo de uma pessoa com as características listadas acima.
Mas (sempre existe um mas) ao tocar no assunto com diversas amigas fui recriminada por todas: cabelo assim fede, mofa, a um menino dessa idade não deve ser permitida tal escolha, sou uma mãe permissiva, e...é coisa de preto!!!!!!
Permiti, é claro, a "transgressão" preocupada com o que virá depois.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Malu forever

Saída de eRmergência:
- Mãe, como se lê c-a-q-u-i?
- Caqui, meu filha.
- Meu filha?? Mãe, eu não sou gay!!!

E como se diz eu te amo?

Estar aí com você, em você e cuidar do nosso tempo, é como eu digo que
te amo.

Querendo meus momentos contigo de volta. Querendo tudo de novo. Fazendo
tudo outra vez, é como eu digo que te amo.

Viveria os emails, os cinemas, andaria abraçada com você numa noite qualquer
Beberia o vinho da tua boca, te esconderia dentro de mim e faria o mesmo dias
depois. Morderia teus lábios na minha alegria, me assustaria com teu tesão...
enfim, seria duas vezes mais feliz.

Te amo dizendo que faria tudo de novo, porque é assim que te amo.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Malu menina

Palavras de Malu:

tangerinos = girinos
pomcutador = computador
papel alumen = papel alumínio
é óvio, né mãe? = é óbvio
O conhecimento é meu amante distante